terça-feira, 26 de abril de 2011

EVENTOS


MAIO/2011                                                                        


    

"CUIDADOS NA PRIMEIRA INFÂNCIA"



Psicóloga Rosângele Monteiro
Local: Espaço Iris Homeopatia
Valinhos -  inscrições F: 3871 8018
06 de Maio de 2011 às 19:30h
Aberta ao Público
Contribuição: Alimentos, Produtos de Higiene Pessoal ou Limpeza a serem doados para instituições



PALESTRA

"Autonomia e Vínculos Afetivos"

Psicóloga Rosângele Monteiro 
Escola Futura - Campinas
7 de Maio de 2011 às 10hs.
Público: Pais e Familiares de Alunos




             

Escola Virtual para Pais
      
 WEBCONFERÊNCIA NA ESCOLA VIRTUAL PARA PAIS                 www.escolavirtualparapais.com.br





Psicóloga Rosângele Monteiro

Os cuidados na primeira infância constituem a base do desenvolvimento emocional do ser humano. Nesta conferência serão apresentadas quais as necessidades dos bebês, como eles as expressam e como atendê-las. Choro, cólica, sono, alimentação e relacionamento pais-bebê, serão os temas abordados.

Inscrições com vagas limitadas



quarta-feira, 20 de abril de 2011


PSICOLOGIA DA AMAMENTAÇÃO

Por mais que se façam campanhas incentivando o aleitamento materno, algumas questões que dificultam o sucesso nessa empreitada devem ser discutidas para que possamos entender porque ainda hoje tantos fracassos rondam a amamentação. Qualquer mãe falará, sem sombra de dúvida, sobre a importância desse tema. Não há quem questione a obviedade da preferência pela forma natural de alimentação do bebê até, pelo menos, seis meses de idade. Também sabemos que as maternidades estão muito voltadas para o apoio à parturiente e costumam ser enfáticos no apoio neste momento. Por que ainda vemos tantos problemas com a amamentação: Podemos elencar alguns empecilhos e soluções.
Insistir com a gestante que a amamentação é um ato amoroso de extrema importância é uma faca de dois gumes. Se, por um lado, incentiva e valoriza os atributos da mãe, por outro, cria uma pressão na forma de expectativa, dando a entender que a mãe que não conseguiu amamentar teve dificuldades em amar seu bebê, sendo uma mãe “menos generosa”, menos mãe etc. Este tipo de enfoque também parte do pressuposto de que a amamentação não requer aprendizado e que basta querê-lo. Assim, a mãe que não supera as dificuldades deste tipo de alimentação, “não quis o bastante”. Pressupõe, esta abordagem puramente romântica, que não há o que ensinar, é tudo natural.
Primeiro, precisamos pensar que o homem sempre viveu em comunidade, desde os tempos primitivos e que a tradição oral dava conta de transmitir o aprendizado de geração em geração sendo a cultura inteiramente interativa, ou seja, mães e bebês não estavam isolados e uma mulher muito antes de dar à luz conhecia todo o desenrolar da procriação, pois participava do parto e puerpério das outras mães da comunidade. Havia uma tecnologia sim, da amamentação, e ela era passada entre as mulheres no convívio social. Hoje em dia, nem os cuidados básicos consigo mesmo são transmitidos dentro da família que, por si só, é isolada dos demais. Quantas pessoas (para não dizer mulheres) aprenderam a cozinhar com seus pais? A transmissão do conhecimento costuma ser acadêmica e o espaço de troca desapareceu. Cada casal tem o seu bebê sem contar com a ajuda da comunidade: temos babás, enfermeiras, psicólogas, médicas etc. Não é incomum que o primeiro bebê a ser cuidado por um casal seja o seu próprio. Muitos homens carregaram pela primeira vez um bebê quando nasceu o seu! Incentivar a amamentação sem ensinar “macetes” é uma forma de abandono à própria sorte e pode gerar ansiedade, o que, por sua vez, tende a atrapalhar o processo. Amamentação deve ser ensinada e facilitada.
Outra questão refere-se à transição entre a gestação e o puerpério. O primeiro modelo de cuidado que a mãe tem é gestacional, quer dizer, para a parturiente nada do que ela fizer se compara à plenitude da gravidez. Isso tem dois aspectos: num ela não se dá conta de que foi capaz de gerar outro ser humano com seus próprios recursos corporais e, portanto, não atribui a si a potência suficiente para cuidar do bebê fora da barriga. Num caso extremo, a mãe se vê impotente diante da tarefa, pois está alienada do seu papel fundamental até então.
Noutro lado, ela pode reconhecer a magnitude de seu desempenho e tem como modelo nada menos do que a satisfação plena que era capaz de proporcionar ao bebê. Neste caso, existe uma dificuldade de sair do modelo onipotente da gestação. Em ambos os casos, o que se procura é reafirmar a potência da gestação e valorizar o puerpério, ajudando a gestante a abandonar o primeiro modelo de cuidado onipresente, ou seja, fazer a completa transição para cuidado fora do útero.
Outra questão que atravessa tudo que diz respeito ao humano é a cultura. Não podemos pensar em amamentação como algo “natural”, porque não somos seres simplesmente regidos pelo biológico. Como nos aponta ALMEIDA (1999): “A amamentação, além de ser biologicamente determinada, é socioculturalmente condicionada, tratando-se, portanto, de um ato impregnado de ideologias e determinantes que resultam das condições concretas da vida”. Assim, cada grupo social ira incentivar ou não a lactação em função de questões históricas e sociais. Quando nos vemos frente a dificuldades no aleitamento, temos que nos ocupar com uma anamnese que pesquise fatores culturais e familiares daquela dupla de mãe e bebê. Expectativas, fantasias, ideário familiar (desempenho das outras mulheres da família ou meio social). Algumas mulheres se vêem diante da desconcertante tarefa de superar suas próprias mães que, muitas vezes, fracassaram e tendem a desestimulá-las evitando que se frustrem como elas mesmas.
Devemos ter em mente que tudo o que acontece à dupla mãe/bebê envolve os aspectos da subjetividade e da díade, sua intersubjetividade, o corpo de ambos e o contexto sociocultural e histórico. Falar de amamentação é falar de relacionamento humano e deve ser encarado em suas múltiplas facetas.
Muitas são as questões que atravessam os cuidados com a amamentação e não podemos nos eximir de nossas responsabilidades no apoio efetivo para o bom desempenho dessa importantíssima tarefa.
Vera Iaconelli
Referência bibliográfica
ALMEIDA, João Aprígio Guerra de. Amamentação: um híbrido natureza-cultura. Ed. Fiocruz, Rio de Janeiro, 1999.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Documentário "Hanami - O Florescer da Vida" - distribuição gratuita


 Capa do DVD do documentário Hanami - O Florescer da Vida. Peça o seu e ajude a divulgar.
 A distribuição é gratuita e não tem fins lucrativos. Pedimos, apenas, que ajude a divulgar o conceito de parto humanizado.

Para ver cenas do documentário e apoiar o projeto: 




Não é novidade que o Bazar Coisas de Mãe apóia e luta pela divulgação do documentário "Hanami - O Florescer da Vida", que retrata a atuação de um grupo de enfermeiras-parteiras na região da Grande Florianópolis, em atendimentos a partos domiciliares e partos humanizados. Na verdade, um grande número de mães envolvidas na realização do Bazar fazem parte diretamente desse documentário, que tem como objetivo esclarecer as pessoas sobre o conceito de parto domiciliar e parto humanizado, além de divulgar uma velha-nova forma de trazer seres humanos ao mundo, de maneira humanizada, consciente, amorosa e não mecanizada.
Lutamos pelo direito que toda mulher tem de saber que existem alternativas às cesáreas eletivas, aos partos institucionalizados da forma como eles vêm sendo encarados hoje.
É direito da mulher escolher a sua melhor forma de parir!
É direito da mulher retomar o poder sobre seu próprio corpo!
É direito da mulher ser respeitada em suas decisões!
É direito da mulher não ficar à mercê das decisões tomadas por médicos e equipe médica, sem que seja esclarecida, consultada e respeitada!
É direito de toda família escolher uma forma mais humana e amorosa de receber seus filhos!
E pra tentar garantir esse direito, acreditamos que é imprescindível mais
INFORMAÇÃO. Sem crendices, sem opiniões formadas a partir da falta de
conhecimento, sem mitos, sem lendas: o fato como ele é!

O documentário "Hanami - O Florescer da Vida" foi produzido pela diretora Priscila Guedes, da produtora Barro Digital, com a ajuda de dezenas de famílias que receberam seus filhos de maneira humanizada.

Está sendo distribuído GRATUITAMENTE e não tem fins lucrativos.


http://pt-br.paperblog.com/distribuicao-gratuita-do-documentario-hanami-o-florescer-da-vida-sobre-partos-domiciliares-e-humanizados-99968/

Todo mundo tem um filho favorito?

Sua primeira resposta (e a da maioria dos pais)certamente será “não, claro que não”. Mas para a terapeuta norte-americana Ellen Weber Libby, que tem dois filhos, toda mãe e todo pai tem, sim, o seu predileto. Descubra como ela chegou a essa constatação e tudo o que você deve saber sobre esse assunto

Biddiboo/getty images
Os irmãos Corinne, 27 anos, e Mark, 22, sempre se provocam mutuamente sobre quem é o “queridinho” da família. E até hoje reclamam para os pais quando acham que um está sendo mais favorecido do que o outro. Não conheci Corinne e Mark pessoalmente, mas posso imaginar as cenas. Afinal, quem nunca presenciou um diálogo desses em família? Tudo o que vi desses dois irmãos foi uma foto deles adultos, que na verdade não tinha nada demais: eles estão elegantes para uma festa, ao lado da mãe, dando muita risada, felizes. Ela é a terapeuta norte-americana Ellen Weber Libby, que me enviou a foto para eu conhecê-los melhor, e não resistiu em tirar um sarro, mas do tipo saudável, claro. “Como você pode ver, os dois estão se divertindo comigo e ambos acreditando ser o tal ‘filho número 1’.”
Psicoterapeuta há mais de 30 anos em Washington, Estados Unidos, a questão de se existe ou não um filho favorito sempre fez parte de suas principais reflexões. E essa curiosidade culminou no lançamento de The Favorite Child, How a Favorite Impacts Every Family Member for Life, (ou O Filho Favorito – Como um Favorito Impacta Cada Membro da Família para a Vida, em tradução livre, da editora Prometheus Books, e ainda sem previsão para lançamento no Brasil). Nele, pesquisas e histórias, muitas histórias – que vão desde casos ouvidos em seu consultório até a infância de ex-presidentes norte-americanos.
Logo nas primeiras páginas, a autora afirma o que os pais não admitem nem para a sua sombra: toda família tem um filho favorito. E Ellen não chegou a essa conclusão só por uma briga ou outra dos filhos, ou por causa de algumas famílias observadas: ela foi tão longe no assunto que a razão para escrever sobre o tema veio de personagens ilustres, como políticos que se deitaram em seu divã. Acostumada a ouvir secretários de governo, embaixadores e até agentes do serviço secreto em seu trabalho, ela percebeu que grande parte deles cresceu como o número 1 da casa – assim como aconteceu com todos os ex-presidentes dos Estados Unidos desde Roosevelt, incluindo o atual, Barack Obama. Depois de reunir tanta pesquisa, o grande “estalo” para escrever o livro veio com o escândalo de Bill Clinton e a ex-estagiária Monica Lewinsky, em 1998. “Fiquei pensando no motivo de ele ter preparado tamanha armadilha para a sua carreira e percebi que, como filho favorito de sua mãe, Clinton cresceu acreditando que as regras não se aplicavam a ele, e que conseguiria se livrar dessa situação”, afirma Ellen em entrevista exclusiva à CRESCER. E quem se perguntar sobre o nosso famoso ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, temos uma suspeita: segundo a historiadora Denise Paraná, biógrafa e autora de A História de Lula – O Filho do Brasil (Ed. Objetiva), podemos dizer que Lula foi criado nas condições de filho favorito. “A mãe depositou nele toda a chance de ascensão social da família. Ele foi o último filho homem e o único que estudou e trabalhou ao mesmo tempo. A expectativa era que ele ‘desse certo’.”
Se o objeto de estudo de Ellen é um tanto distante para você, saiba que entender o favoritismo não é mesmo tão simples. Tem mais a ver com as expectativas e necessidades do pai e da mãe do que com as características de cada criança. Ah, e acredite: ter um filho favorito não significa que você o ama mais do que os outros!
O número 1 pode ser o que preenche todas as características imaginadas ainda na gravidez: será que vai ser médico? Vai ter os olhos do pai? Ou cabelos encaracolados como os da mãe? Pode, ainda, acontecer com a primeira menina depois de uma sucessão de meninos, ou se a criança for a que carrega o nome do avô. Quando cresce, o preferido é aquele que escuta seus conselhos ou que não perde uma partida de futebol com você no fim de semana. “Tem a ver com o momento de cada família, com a personalidade dos pais ou com valores transmitidos. É inconsciente”, diz Maria Luisa Castro Valente, psicóloga e professa da Unesp de Assis (SP). E a afirmação de que o favoritismo não representa o amor? Para Ellen Libby, os pais podem amar todos os filhos e ainda assim favorecer um deles. Já a psicóloga Vera Lucia Lotufo Belardi, da Unifesp (SP), tem outra explicação. “O que acontece é que os filhos têm personalidades distintas, e são parecidos ou com o pai ou com a mãe. É uma questão de identificação, e não de quem gosta mais de quem”, afirma. Aliviou?
Favorito por quê?
O filho com alguma dificuldade ou que é mais dependente faz com que cresça mais protegido, e isso é apenas um passo para o favoritismo. Acontece com a dona de casa Catherine Neves Barabás, 32 anos, mãe de Samuel, 12, e Mariana, 7. Quando seu primeiro filho nasceu, ele teve meningite e precisou ficar mais tempo no hospital. Até hoje tem mais atenção da mãe. “Cada um tem um temperamento diferente e posso dizer que os dois me dão trabalho. Mesmo assim, Samuel é sempre visto como o preferido. Não me culpo por dar mais atenção para um, porque sei que isso está ligado às necessidades diárias, e não ao amor. Mas que a Mariana reclama, ah, reclama...”, diz.
Não são apenas as características físicas ou psicológicas, portanto, que são levadas em conta. Quem nunca ouviu falar que os homens são sempre os queridinhos? Ou que os caçulas são os menos cobrados pelos pais? Uma pesquisa do website britânico Netmums com 2.672 internautas mostrou que as chances de uma mãe ser mais dura com a menina do que com o menino é duas vezes maior e, apesar de mais da metade achar essa distinção errada, 21% repreende mais as meninas. Quanto à preferência pelos caçulas, a razão pode estar na atitude natural de cuidar do mais novo. “Conforme a criança fica mais velha e aquele adorável bebê se transforma naquele não-tão-adorável-pré-escolar, o favoritismo pode mudar. Isso é verdade em todo o mundo”, diz Judith Rich Harris, autora de Não Há Dois Iguais – Natureza Humana e Individualidade (Ed. Globo). Ou seja: na escala de irmãos, o primogênito pode assumir a presidência da empresa da família, mas o caçula ainda mantém as regalias. Você já viu um filme com essa história, não?
A estilista Keynne Sampaio, 36 anos, é mãe de Letícia, 8, Larissa, 6, e Louise, 5. Moradora de Fortaleza (CE), ela conta que a mais velha foi a primeira neta e sobrinha e, por isso, sempre foi muito paparicada. No entanto, logo chegaram as irmãs e o “reinado” se desfez rapidamente. “A Letícia teve que me ajudar desde o início – imagine como era descer do carro com três crianças pequenas!”, diz. Hoje, a mãe assume que Letícia é “louca pelo pai”, com quem é muito parecida, enquanto a caçula é mais próxima a ela. “Durante a gravidez da Louise, meu marido precisou trabalhar em outra cidade e, assim, não participou tanto da gestação dela quando das outras duas. Então, acabei dando mais atenção a Louise desde o começo e hoje todo mundo acha que eu sempre a defendo. Como é a mais danada das três, tudo o que acontece acham que a culpa foi dela”, conta Keynne. No meio das duas, Larissa acabou sendo a mais manhosa. “A gente a chama de ‘gato angorá’, porque ela pede atenção o tempo todo”, afirma a mãe.
É claro que ser o favorito (e fonte de toda atenção dos pais), contribui para um desenvolvimento saudável. Mas, como Ellen constatou, há desvantagens. Enquanto ele ganha em autoestima, confiança e otimismo, também tende a se sentir obrigado a atingir todas as expectativas dos pais. Pesquisadores da Cornell University, de Boston (EUA) levaram o tema “filho favorito” a 275 famílias e viu que o “escolhido” pode sofrer até de depressão. “Não se tornar o que os pais sonham atrapalha o filho que cresceu como o preferido. Já o que nunca recebeu muita atenção pode se sentir mais livre e se dar bem na vida”, explica a psicóloga Maria Luisa.
E assim como as situações em família mudam, o filho favorito pode ser ora um, ora outro. Para Ellen, esse balanço seria a maneira mais saudável. Em sua casa, é assim que ela e o marido, Hank, fazem com Corinne e Mark. Enquanto o menino tem senso de humor e é aquele que faz a mãe rir quando está amuada, a irmã é mais sensível e está sempre a postos para conversar nos momentos em que alguém está triste.
Vantagens em ser o favorito 
• Adquire a confiança necessária para ultrapassar os desafios
• Recusa “não” como resposta
• Aprende a cultivar relações com pessoas importantes como professores, mentores e chefes
• É otimista
• Tem chances de se tornar um líder
Desvantagens em ser o favorito 
• Torna-se autoritário
• Acredita que as regras não se aplicam igualmente a ele
• Tende a ser manipulador
• Não espera ser responsabilizado pelo seu comportamento
• Não costuma ser honesto consigo mesmo e nem adquire a liberdade necessária para ser ele mesmo
• É mais vulnerável a desenvolver sintomas de depressão, alcoolismo e outros vícios, além de ter problemas em lidar com a intimidade

Relações de verdade
Assumir o favoritismo não é dizer, em alto e bom som, que determinada criança é sua preferida. E muito menos agir sempre a favor de uma, esquecendo-se da outra. É entender que, possivelmente, você vai tratar os filhos de jeitos diferentes, e em momentos diversos. Equilíbrio, portanto, mais uma vez é a regra.
“É importante admitir que você se identifica mais com um do que com o outro, quem é essa criança e como ela preenche suas necessidades”, afirma Ellen. Quando os pais conseguem manter uma relação de respeito, aí, sim, é possível contribuir positivamente para formar a personalidade de todos os filhos – e para isso, não importa se um deles será, ou não, o próximo presidente do país.
  Divulgação
The Favorite Child - How a Favorite Impacts Every Family Member for Life, de Ellen Weber Libby, editora Prometheus Books (em inglês)
Sem Culpa 
Várias razões levam um pai ou uma mãe a elegerem o “número 1” da casa. Pode ter a ver com as expectativas que rondaram a chegada daquele bebê ou com as afinidades que aquela criança tem com um dos pais. O sentimento é legítimo e o importante é saber o que você vai fazer com ele para não prejudicar o não preferido daquele momento.


Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI205153-10496-3,00-TODO+MUNDO+TEM+UM+FILHO+FAVORITO.html

sábado, 16 de abril de 2011

Passo a Passo da Gravidez - Video em 3D

Vídeo didático sobre a gestação.
O milagre da vida...
     
                         





Imagens de Fetos - A perfeição da vida no ventre de uma mulher

Milhões de espermatozoides nadam na direção da abertura do colo do útero.


Trompa de Falópio



O vencedor



Espermatozoides na trompa de Falópio.


Oito dias, o blastocisto aterrou e afunda levemente na "SUA FUNDAÇÃO".


Célula-ovo e espermatozoides



4 semanas


6 semanas


7 semanas



10 semanas



13 semanas



16 semanas



19 semanas



20 semanas



20 semanas


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Apenas um olhar - tragédia do Rio de Janeiro




" O mundo depende das escolhas feitas pelas mães. Vamos nos comprometer a ajudá-las a cumprir suas promessas."
 Deepak Chopra



           Ciclo da violência: De que violência estamos falando hoje? Será que é apenas da violência escancarada na tragédia do Rio de Janeiro? Será que esta forma de expressão violenta, utilizada por este homem não está conectada a outras células geradoras de violência? Onde começa esse ciclo gerador e mantenedor da violência?
     O  que vemos nas imagens da tragédia refere-se à última camada, a mais superficial, do ciclo da violência. Apenas poderemos curar esse ciclo, se olharmos para aquilo que está por trás. O que basicamente encontramos em casos tão absurdamente difíceis de entendimento, é uma base afetiva frágil, insegura...  
         Retomando a frase acima, nos conscientizamos da importância do cuidado no início da vida. As escolhas feitas pelas mães têm a ver com as suas possibilidades afetivas, essas, por sua vez, precisam de cuidados (especialmente quando as dificuldades em maternar chegam  ao nível do insustentável), mas qual é o olhar que debruçamos diante dessa cena? Provavelmente de julgamento... Porque não suportamos olhar com entendimento compassivo para a expressão da dor do outro... 
      Esse cara expressou a sua dor... da forma mais horrível possível, mas foi a expressão daquilo que ele não conseguiu digerir. E o que pode ser impossível (???) de digerir? A insegurança, a falta de confiança, a fragilidade dos vínculos afetivos em um momento da vida em que isso pode ser mesmo insuportável - nos primórdios da constituição do sujeito.  Nesta triste história de hoje, encontramos, mais uma vez (como no caso Bruno), uma situação de separação (ou abandono materno?) mãe-bebê... 
      A maternagem é a promessa das mães diante dos filhos...
      Às vezes tão difícil de dar cumprimento...




Rosângele Monteiro Prado
Psicóloga Perinatal

       
           




segunda-feira, 4 de abril de 2011

Tipos de Choro do Bebê

23/03/2011 às 10:43




No programa 'Mãe & Cia' (GNT), a especialista em linguagem do bebê
Rafaela Rosa explica que existem cinco tipos de choro diferentes emitidos
 pelos bebês. Ela conta,  ainda, sobre as diferenças entre o som, a forma
do choro e seus significados. Saiba como distingui-los:

                                                         
                                         

A matéria é interessante e as dicas são boas, especialmente para a mãe
 que está muito angustiada e não consegue fazer a distinção entre os tipos
 de choro do seu bebê. Mas vale reforçar que é muito importante que 
a mãe confie e se entregue aos seus sentidos, pois ainda que ela tenha
 à sua disposição um manual de instruções, nada substitui o feeling 
materno. Uma mãe sempre oferece aquilo que o filho precisa, e
 talvez o que ele precise, circunstancialmente, é de uma mãe que,
 ao se permitir construir o próprio "manual de instruções" o 
faça esperar (e berrar provavelmente) até que consiga atendê-lo.
 E é essa a condição para que esse bebê aprenda a esperar e a
 lidar com frustração - lição básica desde o início da vida, rsrs... 
Guardadas as proporções evidentemente, pois bebês não podem 
esperar muuuito, eles ficam extremamente angustiados, e se isso
 ocorre rotineiramente, pode trazer grandes dificuldades em seu 
desenvolvimento afetivo.-

Rosângele Monteiro Prado
Psicóloga Perinatal

domingo, 3 de abril de 2011

“Vínculo afetivo mãe-bebê: da gestação aos primeiros anos de vida”



O vínculo afetivo mãe-bebê é considerado como essencial para a construção da vida psíquica do ser humano; é a partir do vínculo com a mãe que o bebê vai experimentar o mundo; em outras palavras, é a mãe quem apresenta o mundo ao bebê.

O que é vínculo afetivo mãe-bebê?

É uma relação de afeto que se caracteriza pela reciprocidade. O cuidado da mãe para garantir a sobrevivência da criança representa e simboliza um investimento afetivo. Tais estímulos são recebidos pelo bebê, que gratifica-se com eles, ou não, e responde. Então, por exemplo, o bebê chora porque está com fome, a mãe oferece o alimento o bebê se acalma porque tem sua necessidade atendida, e isso gratifica a mãe. Estabelece-se, então, um ciclo de reciprocidade, permeado pelo afeto entre mãe e bebê. É a partir e através desse processo contínuo de interações entre a mãe e o bebê que o vínculo afetivo entre eles vai se construindo.

Qual a importância do vínculo afetivo para o bebê? 

É através dessa ligação afetiva, recíproca e ativa, que se constrói a base para outros vínculos afetivos, formados no decorrer da vida. Não seria exagero considerar que essa primeira relação assume, dentro da vida emocional do indivíduo, um papel determinante nos relacionamentos e escolhas de sua vida. É a base da confiança que o ser humano estabelece com o mundo.

Desde a gestação é possível estabelecer um bom vínculo afetivo entre a mãe e o bebê?

Sim, na medida em que já existe um relacionamento entre ambos, favorecido pela proximidade e intensidade da ligação corporal. Assim, o vínculo é construído com base nas vivências afetivas, características da gestação, e nas representações emocionais da mãe e do bebê.

Como criar esse contato afetivo antes do nascimento do bebê?

A mãe pode dedicar uma atenção dirigida ao bebê em alguns momentos do dia, como, por exemplo, conversar com ele descrevendo suas atividades, anunciando os preparativos para a chegada da criança, colocar músicas agradáveis, cantarolar cantigas de ninar, acariciar o ventre e compartilhar sentimentos para estabelecer uma relação de confiança, segurança e otimismo. O importante é que a mãe haja de forma natural e espontânea, porque, nesse momento, a verdade é o que irá permitir que o amor circule com segurança para a construção dos laços afetivos. Cada mãe é a mãe que pode ser!

O momento após o parto é importante?

Sem dúvida as primeiras semanas após o parto são muito importantes. É um momento muito delicado e onde a intensidade da relação é determinante. 
Mãe e bebê precisam de apoio, vindo do pai, das avós ou amigas, para que eles se reconheçam, e para que construam, juntos, um espaço afetivo harmônico. A amamentação é o momento mais importante, pois é quando são estimulados mecanismos sensoriais, hormonais, fisiológicos, imunológicos e emocionais. E mesmo que não haja a possibilidade de amamentar, o momento em que a mãe oferece alimento ao seu bebê é importante, por poder proporcionar proximidade, afeto e segurança.

Um profissional pode ajudar?

Durante a gestação a mãe pode participar de programas de pré-natal psicológico, com profissional especializado, onde é oferecido um suporte emocional específico. Pode ser realizado individualmente e de forma breve, ou em grupo, onde o compartilhar de experiências pode enriquecer as vivências da gestante. Técnicas de relaxamento e visualização são usadas para favorecer o vínculo mãe-bebê. Também de caráter informativo, essas propostas auxiliam as mães a lidarem com as fantasias e dúvidas em relação ao parto e ao pós-parto.
Existe também um trabalho de apoio aos pais e bebês no período do pós-parto, oferecendo suporte emocional em casos como: depressão materna, dificuldade no estabelecimento de um vínculo positivo, dificuldades de amamentação, perdas e separações, doenças ou malformações, etc. O importante é a família pedir ajuda quando sente que tem dificuldades, para garantir o equilíbrio emocional dos pais e do bebê.


Rosângele Monteiro
Psicóloga Perinatal e Terapeuta de Famílias – CRP 59888-7
Acompanhamento da gestação, parto e pós-parto

rosangelemonteiro@hotmail.com